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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Tradicional cavalgada de São Pedro reúne cerca de 500 cavaleiros

Cavalos e bois percorreram a cidade na cavalgada mais tradicional do município

Mesmo o mau tempo de sábado (29) não intimidou os cavaleiros e as amazonas que se prepararam para a tradicional cavalgada da festa de São Pedro, na Vila Braga, em São José dos Pinhais. Mais de 10 mil pessoas participaram das festividades no fim de semana. A festa é realizada todos os anos com o esforço da comunidade que compõe a paróquia, com o apoio da Prefeitura. Pais, filhos e netos se unem nos trabalhos e cada um assume um papel.

Num percurso de aproximadamente 10 quilômetros e duas horas de duração, os são-joseenses puderam assistir, mesmo com momentos de chuva torrencial, a um espetáculo de “encher os olhos”. Pessoas de todas as idades participaram com cavalos de todas as raças, além de carruagens, carroças e bois, que pararam o trânsito da cidade num ritual quase sagrado.

À noite, o show do João Luiz Correia animou os fiéis logo após a missa, que lotou a Paróquia São Pedro. Não houve queima de fogos, o que não agradou os mais tradicionais que aguardam pelo espetáculo todos os anos. O almoço da festa, servido nos dois dias, reuniu um número expressivo de pessoas que saborearam risoto, churrasco, maionese, saladas, além de doces e salgados.

A tradição da cavalgada

A cavalgada reúne muitos cavaleiros em todas as edições da festa da Paróquia São Pedro e foi criado há 25 anos. Em 1988, Tarcísio Woitkewski teve a idéia de colocar uma carruagem para divulgar a festa, foi quando o criador João Maria Camargo sugeriu a criação de um desfile de cavalos e teve o apoio de Daniel Cetnarski. A primeira cavalgada reuniu 73 cavaleiros e algumas carroças.

No ano seguinte a divulgação foi maior e a tradição se transformou em um evento que faz parte da agenda festiva de São José dos Pinhais. “É muito gratificante ver a cavalgada tão grande hoje. É uma bonita tradição. Temos que agradecer a todos que participam, a todos os colaboradores e a todos que apreciam”, disse João Maria, que sempre investiu para que o desfile acontecesse. “Eu sempre mandei buscar e trazer animais e nunca cobrei por isso. É uma satisfação”, concluiu.

Foto: Divulgação
Fonte: Metópole

Chuva, alagamento e protesto

População protesta contra alagamentos e interditam a Avenida Rui Barbosa no bairro Guatupê.

Centenas de pessoas se reuniram em protesto na região do Guatupê, a manifestação se deu depois que várias casas foram inundadas nas proximidades da Avenida Rui Barbosa com a Rua Laertes Funelon que dá acesso ao bairro do Ipê. Devido as fortes chuvas dos últimos dias várias regiões da cidade sofreram com o excesso que castigaram os munícipes nos últimos dias. Na Avenida Rui Barbosa com a Laertes Funelon os alagamentos são constantes, e segundo os moradores toda chuva forte acontece a mesma coisa e há anos nada acontece para resolver o problema. Bomba relógio: Cansados de esperar por soluções os moradores se organizaram e partiram para a ação. Foi na manhã de sexta-feira dia 21 junho, que os moradores interditaram várias ruas e protestaram em busca de soluções.


INDIGNAÇÃO “Moro há dez anos aqui e nunca foi feito nada pra nos ajudar. Entra e sai administração e nós continuamos esquecidos,” desabafou a moradora Dinorá Aparecida Pimpão. Com o trânsito parado, motoristas que passavam pelo local ficaram sem alternativas; a solução foi aguardar enquanto ouviam gritos de protesto contra aquela situação. “O povo não aguenta mais tanto descaso no país. Aqui nós não estamos pedindo, estamos exigindo. Cadê o dinheiro dos nossos impostos? Quem vai pagar nossos prejuízos com a perda de nossos móveis comprados com tanto sacrifício?” Perguntava em voz alta a senhora Vilma Dos Santos Barbosa. Bem perto dali, a moradora Celina de Oliveira de 72 anos desabafava: “Acabei de comprar um guarda roupas e perdi por conta da enchente. Quem vai me ressarcir? “ Dizia Ela.

AUTORIDADES NO LOCAL

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O vereador professor Abelino, também esteve conversando com moradores. Para ele já passou da hora de buscar uma solução, se comprometendo em enviar ofícios ao poder executivo em busca de respostas que atendam as solicitações da população.


O Vice-Prefeito Antonio Benedito Funelon ( o Toninho Da Farmácia) esteve no local e foi cercado pela população enquanto dava explicações e buscava alternativas para solucionar o problema.
“Entendemos as dificuldades das pessoas e não fugimos das nossas responsabilidades. Já acionei algumas pessoas, como o secretário de obras do município que está vindo para cá. Vamos ouvir a população e posteriormente fazer uma avaliação técnica com profissionais para buscarmos uma solução. Eu como ninguém, quero ver o problema resolvido,” disse.

PRESSÃO POPULAR
Ao mesmo tempo, enquanto o vice-prefeito falava a este repórter, os moradores cobravam incessantemente uma data pré-estabelecida para a chegada das obras no local. “Queremos um compromisso assumido, daí sim, podemos ir embora mais tranquilos. Pode escrever: Se não for solucionado vamos nos reunir e parar tudo.” Dizia o morador Marcílio Augusto de Souza.

A passos de tartaruga
É assim que várias obras andam Brasil afora. Em São José dos Pinhais não é diferente.
Exemplo: O projeto do Rio Itaqui iniciou em 2003, e tem como objetivo remover famílias que vivem em áreas impróprias as margens do Rio Itaqui, buscando eliminar os riscos de enchente e criar o Parque Linear do Itaqui na região do bairro Guatupê, que terá extensão de 18 km. Mas passados mais de 10 anos, as imagens que vemos são essas:

Voz do povo


As fortes chuvas dos últimos dias contribuíram muito para que vários alagamentos ocorressem em vários pontos da cidade, principalmente em região mais baixas ou que são próximas de rios que cortam o município. As enchentes não são privilégios de São José dos Pinhais, mas de todas as cidades castigadas nos últimos dias com as chuvas constantes. A população tem consciência disso, sentimos que, o que incomoda é a falta de políticas públicas que realmente atendam suas necessidades. Quando o povo se revolta e partem para o combate propriamente dito, é porque foram rompidos os tratados de tolerância entre o povo e seus representantes no poder.

Fonte: Repórter Régis Santos

Voluntários ajudam Defesa Civil a receber caminhões de donativos

Mais de 200 colchões, 400 kits cozinha e 400 kits cama, mesa e banho chegaram para ajudar as famílias atingidas pelas enchentes em SJP

Sob muito chuva, mais de 40 voluntários ajudaram a descarregar caminhões de donativos recebidos pela Casa Militar na tarde deste sábado (29). Os quatro caminhões que continham os donativos chegaram no início da tarde e vão ajudar as centenas de famílias que foram atingidas pelas enchentes em São José dos Pinhais.

A Casa Militar doou 137 colchões de solteiro e 71 de casal, 400 kits cozinha (pratos, talheres, panelas e outros utensílios) e 400 kits cama, mesa e banho.

Os mais de 40 voluntários organizados pela Defesa Civil, entre eles o vereador Wilson Cabelo, o secretários de Viação e Obras Leandro Rocha, membros da Prefeitura, do grupo de escoteiros e moradores da região, ajudaram no descarregamento e na organização do material que vai começar a ser entregue na terça-feira para as famílias que fizeram cadastros nos CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) de suas regiões.

O coordenador da Defesa Civil de São José dos Pinhais, Claudio Arruda, contou que na segunda-feira eles receberão mais donativos da Casa Militar e lembrou que a entrega dos materiais será nos CRAS de cada bairro atingido e na Regional do Afonso Pena.

Fonte: Prefeiura Municipal de São José dos Pinhais

Banco do Brasil e Juriti Microfinanças assinam parceria de mais microcrédito

Alexandre Jacobsen e Neirim Duarte, do BB, com Diether Werninghaus da Juriti

Banco do Brasil (BB) e a Juriti Microfinanças firmaram parceria para a operação do Programa Crescer nos estados do Paraná e Santa Catarina. A união é fruto da seleção da proposta da Juriti Microfinanças para o edital aberto pelo Banco do Brasil visando prospecção, oferta, contratação, acompanhamento e gerenciamento de operações de microcrédito produtivo orientado (MPO), por OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público). O programa é voltado a empreendedores de atividades produtivas Pessoa Física e Jurídica. A primeira unidade da Juriti foi inaugurada no ano de 2008 em São José dos Pinhais. Atualmente, são oito sedes no Sul que atendem mais de 200 cidades. 

A formalização entre o BB e a Juriti aconteceu na Gerencia Regional do Banco do Brasil de Joinville na última quinta (27), e contou com representantes do Banco do Brasil e da Juriti Microfinanças, dentre eles, o superintendente estadual, Neirim Goulart Duarte, e o gerente de desenvolvimento regional sustentável, Alexandre Schimdt Jacobsen, ambos do Banco do Brasil. Da Juriti Microfinanças estavam o presidente, Diether Werninghaus, e os diretores Altemar Jucas de Castro Araújo e Mário César Livramento, além do corpo gerencial e técnico da Juriti.

Alexandre Jacobsen comentou que o mercado de microcrédito possui muito potencial e é preciso que o banco amplie suas estruturas através de parcerias para ganhar escala. Já Neirim Duarte diz que o projeto é uma nova experiência e as OSCIPs vieram para ficar. “A experiência que tem um banco é diferente de uma OSCIP, que está mais próxima do empreendedor e conhece mais a realidade de cada empreendedor”, avalia Neirim Duarte.

O presidente da Juriti, Diether Werninghaus, considerou a iniciativa do Banco do Brasil louvável por convidar para atuar com o microcrédito quem já tem experiência neste segmento. “O empreendedor de pequenos negócios é a base da sustentação da economia do Brasil. Desde quando começamos a operar, nos preocupamos não só com a questão de oferecer o microcrédito em si, mas em ver a diferença para o empreendedor, sua família, quem está no entorno, o que nos gera imensa satisfação e orgulho”, fala Diether Werninghaus.

Certificada pelo Ministério da Justiça como OSCIP, a Juriti Microfinanças atua desde 2008 com microcrédito para empreendedores de pequenos negócios, formais e informais, e autônomos, no atendimento a 235 municípios. 

Fonte: PautaSJP

domingo, 30 de junho de 2013

Da marchinha ao funk: torcida vê novo baile e provoca Espanha


“Quer jogar? Quer jogar? O Brasil vai te ensinar.” Foi com esse grito, de quem já comemorou cinco títulos mundiais e não vivia uma boa fase desde 2009, que os mais de 70 mil torcedores que compareceram ao Maracanã extravasaram o sentimento de que a seleção brasileira voltou ao topo do futebol mundial. Desta vez, a marchinha “Touradas de Madri”, entoada na última goleada sobre a Fúria, na Copa de 1950 (6 a 1), no mesmo “Maior do Mundo”, deu lugar ao ritmo do funk (na versão de o “Bonde do Tigrão”), que embalou os gritos dos brasileiros que comemoraram o tetracampeonato da Copa das Confederações.

Mas não foram apenas os gritos após o Brasil impor o placar de 3 a 0 que chamaram a atenção no Maracanã. O torcedor “jogou” junto o tempo todo. E já era de se esperar que a pressão sobre a Fúria seria grande. Antes mesmo do apito inicial, as vaias não paravam quando qualquer menção ao time espanhol surgia no telão ou na arquibancada do estádio.

Os atletas da equipe comandada por Vicente del Bosque até tentaram conquistar os torcedores ao acompanhar a cerimônia de encerramento do torneio do banco de reservas. Mas foi em vão. Vaias, vaias e mais vaias. Era a resposta das arquibancadas do Maracanã. Ninguém queria saber do melhor futebol do mundo.

Jogadores fazem a saudação no fim: torcida joga junto com a Seleção rumo ao título (Foto: Agência Reuters)

No hino nacional da Fúria, respeito. Mas bastou o alto-falante cessar para o apupo surgir em todo o estádio. E no Hino Nacional Brasileiro? “Ouviram do Ipiranga...” a plenos pulmões. A cada frase, a entonação era ainda mais alta, e tudo com o consentimento dos jogadores que, abraçados, pareciam buscar ainda mais fôlego para mostrar que todos estavam prontos para jogar juntos.

E, logo nos primeiros minutos, 11 espanhóis pareciam estar encarando mais de 70 mil brasileiros. Aos dois, Fred abriu o marcador e incendiou o estádio. A partir daí, os torcedores passaram a mostrar ainda mais confiança na conquista do título: “O campeão voltou! O campeão voltou!.”

Os torcedores seguiram jogando junto com os 11 de Felipão. Chamavam a Espanha de “timinho” a cada falta e vaiavam o árbitro holandês Bjorn Kuipers após as marcações contra o time canarinho. No fim do primeiro tempo, Pedro recebeu de frente para Julio César e tocou para o gol. David Luiz apareceu de carrinho para cortar. Parecia o segundo gol do Brasil.

- David Luiz! David Luiz – gritavam os torcedores.

Neymar vai comemorar nos braços da torcida o segundo gol da vitória brasileira sobre a Espanha (Foto: EFE)

Mas não poderia faltar o gol do camisa 10. O gol do principal jogador da seleção brasileira na Copa das Confederações. E ele apareceu. Aos 44, Neymar recebeu pelo lado esquerdo e soltou a bomba: 2 a 0. Foi aí que o estádio entrou em êxtase: “Olê, olê, olê, olê, olá, Neymar, Neymar!”.

Foi o clima mais do que favorável para o time descer ao vestiário e ouvir novas instruções de Felipão. Bate-papo que não mudou o estilo de jogo. Marcação forte e contra-ataques rápidos. E, aos dois minutos da etapa final, Fred marcou mais um em lance rápido. O que antes do apito inicial poderia ser uma dúvida, um triunfo sobre a poderosa Espanha, tornou-se realidade. E novos gritos surgiram no estádio. Desta vez, para tripudiar os rivais: “É chocolate!”

Até mesmo a cantora colombiana Shakira foi lembrada pelos torcedores brasileiros. Piqué fez falta dura em Neymar e levou o cartão vermelho. E ele jamais esperou ouvir os gritos da torcida por sua amada na saída do gramado. Mas não era para vangloriar uma boa atuação. E sim para comemorar a expulsão, que facilitou ainda mais a vida da seleção brasileira. A partir daí, o que se viu no Maracanã foi uma grande festa. De funk a sambas-enredos. Tudo era motivo para vibração. E os ecos no estádio no fim não poderiam ser diferentes.

- É campeão! É campeão!


Fonte: Globo Esporte