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terça-feira, 13 de março de 2012

Idoso foi despejado e duas amigas divergem sobre compra de lote do aposentado


O aposentado Erotides Pedro do Rosário, 69 anos, durante muito tempo residiu no Del Rey, bairro em área nobre de São José dos Pinhais que abrigava várias chácaras e foi descoberto pelo mercado imobiliário. A comercialização dos sítios deu lugar à venda de centenas de lotes legais e ilegais. Erotides propaga que recebeu de herança um grande lote de esquina, mas estava morando em terreno da Prefeitura, de onde foi recentemente despejado. A venda de sua área é discutida por duas mulheres que já foram amigas. 

A universitária de Direito, Elisandra Turesso, comenta que comprou o lote do aposentado por R$ 38 mil. “Eu conheço o Erotides há muito tempo e sou amiga dele. Ele estava morando debaixo de uma lona, então negociei com ele e paguei. Eu posso provar”, diz Elisandra Turesso.

Segundo Erotides do Rosário, ele teria ido ao cartório com Elisandra apenas para ser testemunha em uma transação de compra e venda que não tinha nada a ver com ele, e ganhou R$ 100,00 como ajuda de custo para comprar comida. “Não reconheço essa venda, pois assinei pensando que era testemunha de um registro no cartório”, fala Erotides.

O aposentado agora mora na casa de Ide Ruppel, no bairro Borda do Campo. “Há muitos anos que conheço o Erotides, e realmente ele estava morando embaixo de uma lona e foi despejado pela Prefeitura. A Secretaria de Assistência Social o levou para um abrigo. Eu fui até lá e o trouxe para a minha casa. Ele diz que não vendeu o lote para a Elisandra. Ela fala que é amiga dele, e por que não veio visitá-lo aqui então?”, questiona Ide Ruppel.

De acordo com o advogado de Elisandra, Altair de Oliveira, a sua cliente era sócia da Ide Ruppel, com quem se desentendeu comercialmente. “Elas eram parceiras na venda de lotes na região, como muitas pessoas que comercializam terrenos no Del Rey”, diz o advogado. 

Sobre os apontamentos por parte da Comissão Municipal de Combate à Invasão, contra Elisandra Turesso, Altair considera a possibilidade de entrar na Justiça. “Como no caso do lote do Erotides do Rosário, e de outras áreas que a minha cliente comercializou, estou levantando toda a documentação. Se houver erros por parte da Prefeitura entrarei com ação judicial ”, avalia Altair de Oliveira.

Assistência social
Ide Ruppel diz que residiu no Del Rey e que a maior parte dos moradores considerados pela Prefeitura como invasores são pessoas de bem. Ela espera do Executivo uma assistência às famílias. “Acho que a Prefeitura deveria cadastrar os moradores em áreas irregulares e proporcionar um local que eles possam viver e pagar por isso”, conclui Ide Ruppel. 

Fonte: PautaSJP

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