Governo do Estado prevê a desapropriação de residências próximas do Aeroporto Afonso Pena, como na Rua Constante Moro Sobrinho
Em 2011, surgiram novidades quanto ao antigo projeto de construção de uma pista de aviões de carga de 3.400 metros no Aeroporto Internacional Afonso Pena. Houve a concessão de uso de uma via para trilho de trem - perpendicular à Avenida Rui Barbosa, que nunca funcionou -, da Rede Ferroviária Federal para a Prefeitura de São José dos Pinhais, com o objetivo de abastecer um terminal de cargas. Outro indicativo de que a proposta começou a sair do papel é a desapropriação, pelo governo do Estado, de área de 751,5 mil m² no bairro Quississana, onde moram 321 famílias. Elas estão em processo de aviso. O entorno do Afonso Pena tem um grande número populacional, ao receber um projeto do governo federal de grande porte haverá benefícios e também dificuldades, que começam a ser discutidas pelos empresários.
A ideia é aumentar a capacidade de importação aérea das empresas, como as terceirizadas que prestam serviços às montadoras, e de exportação de muitas indústrias que só não utilizam mais o comércio internacional pelo fato dos aviões decolarem apenas com 75% de carga, devido a não haver pista suficiente. Como o aeroporto de Santa Catarina, em Navegantes, tem suas limitações, São José dos Pinhais ainda seria o ponto de comércio aéreo internacional do estado vizinho.
Segundo o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Comercial de São José dos Pinhais (Aciap), Júlio Canestraro, todas as grandes metrópoles possuem terminais de carga em seus aeroportos e cabe ao Poder Público se antecipar e amenizar os aspectos negativos.
“A dinâmica de logística de caminhões e de aumento de colaboradores gera um crescimento no fluxo de veículos e pessoas. Acredito que quanto mais a classe empresarial discutir, os benefícios e dificuldades deste grande projeto, menores serão os problemas, principalmente se os governos amenizarem os impactos de infraestrutura e social”, projeta Júlio Canestraro, proprietário da Metalus Mecânica Industrial.
O diretor de Assuntos de Indústria da Aciap, Thiago Slivak, compartilha a observação. “ O desenvolvimento e crescimento são muito importantes além de necessários, porém devem ocorrer de forma planejada e organizada. Precisamos potencializar nossa infraestrutura a fim de nos tornarmos mais competitivos e estarmos preparados para as oportunidades. É uma discussão onde muitos são os envolvidos, por isso deve–se procurar atingir as expectativas de todos, entidades empresariais, sociais e o Poder Público”, comenta Thiago Slivak, gerente de desenvolvimento da Lufer, indústria de equipamentos e soluções em mecânica, instalada no bairro Afonso Pena.
A presidente regional do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná (Sindimóveis-PR), Solange Delfim, corretora na cidade, até o momento se deparou apenas com interesses esporádicos. “Tive telefonemas de empresários que buscam mais informações sobre investimentos ao redor do aeroporto, mas como não existe nada de concreto o que podemos falar a eles é que se trata de uma possibilidade”, diz Solange Delfim.
Comércio
Para o presidente da Diretoria Executiva da Aciap, Adriano Derinievicz, independentemente de qual será o próximo ciclo econômico, os comerciantes devem estar preparados.
“O município, desde o final dos anos 70, passou por grandes ciclos de crescimento econômico. As indústrias aumentaram a arrecadação de impostos e consequentemente houve mais investimentos em infraestrutura, mais renda para o comércio e maior retorno na prestação de serviços. Como em outras situações, se vier esta pista de avião de carga e um novo momento econômico cabe aos empresários estarem preparados e conseguirem o melhor retorno para suas empresas, colaboradores e para a família”, avalia o presidente.
“A logística de um projeto como este envolve milhares de pessoas que trabalham 24h, e que vão buscar boas residências para viverem, opções de qualidade em compras de alimentos e vestuário, boas escolas para os filhos e serviços em geral”, conclui Adriano Derinievicz.
Fonte: PautaSJP e informações da Aciap
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