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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Integração do transporte coletivo é deficiente na RMC e quem paga é o usuário


Além de atraso e falta de ônibus nas linhas, uma das principais queixas é a ausência da integração entre a capital e municípios do entorno. Em Curitiba, por exemplo, o usuário pode fazer várias conexões utilizando apenas uma tarifa. Já na região metropolitana, em alguns casos, é necessário pagar duas, até três passagens.

Este é o caso da dona Albertina Pistori, que mora no bairro Santa Cândida na capital e trabalha em São José dos Pinhais. Todos os dias ela pega três ônibus para conseguir chegar ao local de trabalho. Ela conta que no final do mês o custo com transporte é o dobro. “Eu pego um ônibus até o Terminal, depois tenho que sair dele para pegar um ônibus até São José dos Pinhais e lá outro para chegar ao meu local de trabalho. Ter que pagar duas passagens para ir e duas para voltar compromete muito meu orçamento”, contou.

Para o contabilista Fábio Fabrício, moradores de Quatro Barras, vir a Curitiba para trabalhar todos os dias seria muito mais fácil com um sistema integrado de transporte. “O principal motivo é o custo. Para um pai de família com renda baixa, pagar mais para ir pro trabalho sempre é ruim. Além disso, existe uma carência muito grande de ônibus na maioria das linhas”, desabafou Fábio.

O engenheiro de alimentos Eder Eduardo Nascimento, morador de Campina Grande do Sul, umas das cidades da região metropolitana com grande deficiência no transporte coletivo, essa falta de integração compromete não só a viagem ao trabalho, mas também o acesso ao lazer. “Fica caro sair de casa para qualquer coisa. Se houvesse mais conexões sem a necessidade de outra tarifa, a vida das pessoas que precisam usar o transporte coletivo melhoraria. Esse seria o primeiro avanço, mas não deve parar por ai. Precisamos de mais ônibus, essa é outra grande necessidade”, pontuou Nascimento.

Responsabilidade das prefeituras

A Urbanização de Curitiba S.A (Urbs), garante que 73% das linhas de ônibus que circulam pela região metropolitana da capital fazem parte de uma malha integrada. No total são 13 municípios com linhas integradas, e São José dos Pinhais, que tem uma integração parcial. Segundo a assessoria da Urbs, uma integração total poderia acontecer com este município se a estação tubo do ligeirinho Barreirinha/São José dos Pinhais fosse colocada dentro do terminal central, mas a decisão contrária a mudança teria partido da prefeitura da cidade.

Os municípios que ficam no entorno da capital e não mantém integração, segundo a Urbs, devem fazer um levantamento e montar um projeto junto a Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba). O projeto deve ser enviado a Urbs e então a integração com o transporte da capital pode acontecer, ou seja, a responsabilidade do aumento da integração é em grande parte das prefeituras.

Municípios integrados
Colombo
Fazenda Rio Grande
Pinhais
Piraquara
Almirante Tamandaré
Quatro Barras
Campo Magro
Campo Largo
Araucária
Rio Branco do Sul
Itaperuçu
Bocaiuva do Sul
Contenda


Passageiros das linhas integradas (por dia): 2.3 milhões
Passageiros das linhas não integradas: 155 mil
Linhas urbanas (Curitiba): 250
Linhas metropolitanas integradas: 105
Linhas metropolitanas não integradas: 76

Fonte: Urbs e Banda B

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