
O médico Ronnie e a enfermeira Flávia examinam seu Aristilde na própria casa dele.
Inverter a lógica da procura dos serviços de saúde é um dos objetivos do Programa Saúde da Família. Ao invés de a comunidade procurar a rede pública de saúde quando está adoentada, a estratégia é levar a saúde até a população.
Em São José dos Pinhais, o número de equipes do programa aumentou 50% em apenas um ano.
E nos últimos quatro anos, dobrou o número de visitas domiciliares feitas por médicos da Prefeitura a pacientes que têm dificuldade de ir até as unidades. No ano de 2008 foram 2062; no ano seguinte, 2527; em 2010, foram 2996; chegando a 4318 no ano passado. As visitas de enfermeiros também cresceram mais de 75%: em 2008 foram 2572, e no ano passado a quantidade chegou a 4553.
As equipes do Saúde da Família são compostas por um médico generalista; um enfermeiro e dois auxiliares de enfermagem; um dentista e um auxiliar; e no mínimo quatro agentes comunitários de saúde. Hoje atuam em São José dos Pinhais 54 equipes do programa do governo federal – até o ano passado eram apenas 25.
Além do atendimento tradicional nas unidades básicas de saúde, as equipes do Saúde da Família vão até as casas de pacientes que têm dificuldade de locomoção. “Fazemos o acompanhamento de gestantes e crianças e o atendimento domiciliar para as pessoas que não podem ir até os postos porque são idosas, têm doenças crônicas como a hipertensão e a diabetes ou apresentam sequelas”, explica Ronnie Barreto Arrais Ykeda, médico de uma das equipes da Unidade de Saúde do Xingu, pertencente à regional da Costeira.
É o caso da dona Maria Chemin, de 86 anos, que sofre de doença pulmonar obstrutiva crônica. Depois de 180 dias internada no Hospital e Maternidade Municipal de São José dos Pinhais ela pôde voltar para casa, porém com aparelhos como sonda no nariz e no pescoço. Além disso, ela estava com várias feridas pelo corpo. “Logo que ela chegou em casa eu vim fazer a orientação da família, para que eles soubessem como cuidar, fazer a limpeza e os curativos dela”, explica a enfermeira Flávia Maressa Lorena Osório Coutinho.

Após seis meses de internamento, dona Maria recebe atendimento domiciliar.
Três meses após a saída do Hospital, dona Maria já pôde retirar a sonda nasal e não possui mais feridas no corpo. “É um milagre o que aconteceu com ela, ela chegou em estado de pré-morte. Foi muito boa a ajuda da equipe do posto, eu ligo lá e eles já me conhecem e me atendem, são muito prestativos”, conta a nora de dona Maria, Marli Teresinha Chemin, de 55 anos. A família também elogia o atendimento que recebeu no hospital. “As enfermeiras e médicos tinham o maior carinho por ela”, relata a filha Irene Chemin Nobre, de 49 anos.
O pai de Sônia Regina Capanema, de 57 anos, descobriu um câncer de laringe há quatro anos. Ela e os sete irmãos fazem um revezamento para cuidar de seu Aristilde Miguel Jacinto Ferreira. A equipe do Saúde da Família vai até a casa dele com frequência, verificando aspectos como a pressão arterial, a respiração e fazendo a aplicação de vacinas. “Acho muito bom, porque não precisamos levá-lo até o posto, que seria bem complicado”, destaca Sônia.
“A intenção do Programa é que as equipes cheguem até os pacientes, conheçam a realidade deles e promovam a educação para a saúde; desafogando assim os hospitais”, pontua o médico Ronnie.
Outro fator positivo do município é o reconhecimento das equipes do Programa Saúde da Família pelo Ministério da Saúde. De acordo com a diretora do Departamento de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde, Giuvana Casagrande, atualmente 23 equipes são reconhecidas e até o final do ano mais 29 devem estar na mesma situação. “Está sendo encaminhado o processo para isso; então o Ministério enviará o recurso para essas equipes, que atualmente são custeadas pela própria Prefeitura”, ressalta Giuvana.
Fotos: Sergio Sabino
Fonte: Prefeitura Municipal de São José dos Pinhais
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