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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Táxis clandestinos atuam no Aeroporto Afonso Pena

O Paraná TV 1ª Edição, da RPC TV, mostrou nesta segunda-feira (14) a atuação de táxis clandestinos no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Segundo a reportagem, os passageiros são abordados no saguão do aeroporto e muitas vezes pagam mais pelo serviço do que se utilizassem um táxi registrado, apesar da promessa de um transporte mais barato. Os carros não têm taxímetro nem licença da prefeitura de São José dos Pinhais para atuar no transporte de passageiros.

Segundo a reportagem, o preço é definido antes, quando o passageiro diz para onde vai. “Nós somos 10, 12”, disse um dos motoristas, sem saber que estava sendo filmado. Segundo ele, o grupo não permite a entrada de novos motoristas no local. “Se entra alguém estranho, a gente tira. O que você está fazendo aí? Você não é daqui”, relatou. De acordo ele, não há problemas com a fiscalização. “Todo mundo conhece a gente aqui, sabem quem é quem”, disse. “Com nós, assim os piratas, não perturbam nós (sic)”.


Outro motorista revelou que o serviço vem incomodando os taxistas registrados que atuam no aeroporto. “Eles não gostam (...), se eles pegam abordando ali, eles chamam a polícia e pegam o cara. Aí dá briga”.

A reportagem mostrou ainda que o serviço clandestino tem apoio de funcionários de empresas que funcionam no saguão do aeroporto. Uma funcionária faz contato com um dos transportadores clandestinos e pergunta se ele pode fazer uma corrida até Santa Felicidade. O preço é definido antes: R$ 90. Sem saber que estava sendo gravado, um dos motoristas flagrados diz que dá uma“gorjetinha” para os funcionários que indicam o serviço. “Eu sempre dou uma gorjetinha pra eles ali, eles indicam, né?”, revelou.

Um dos motoristas flagrados disse que a corrida custaria R$ 90 - R$ 20 a menos do que se o passageiro optasse por um táxi regularizado. “É uma concorrência com os taxistas”, disse. Depois, em entrevista, negou a oferta dos serviços no aeroporto. “Faço transporte com passageiros agendados pela minha empresa. Só transporte agendado”, afirmou ele. “Não pode abordar, é lógico que não”.

Quadrilha

Perguntado se acredita que uma quadrilha de transporte clandestino vem atuando no aeroporto, o promotor Divonzir Borges, de São José dos Pinhais, foi enfático: “Não acredito, eu tenho certeza”. “O grande perdedor é o nosso usuário, que fica exposto a um tipo de serviço sem qualquer regulamentação e não sabe onde está sendo levado", disse. "Já tivemos o caso de um empresário que pegou um táxi pirata e foi assassinado. Isso só acontece porque há uma omissão generalizada dentro do aeroporto”. Nesta terça-feira (15), o Paraná TV vai trazer o posicionamento da prefeitura de São José dos Pinhais e da Polícia Militar.

Fonte: Gazeta do Povo

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